Tem dias que viram divisores de água. O Hackonquista, hackathon de desafios públicos promovido pela Prefeitura de Vitória da Conquista, foi um deles. Entrei com a minha equipe, a Acessibilize, e saí com o 1º lugar e a certeza de que tecnologia só faz sentido quando muda a vida de alguém.
Um problema que não podia esperar
O desafio que escolhemos era direto e urgente: como uma pessoa cega pega um ônibus sozinha, com segurança e autonomia? Parece simples para quem enxerga o letreiro de longe. Para quem não enxerga, cada parada é uma dúvida.
Mergulhamos nesse problema com tudo: entender a rotina de quem depende do transporte público, desenhar a experiência do zero e transformar a ideia em algo que funcionasse de verdade, contra o relógio.
Desenhar para acessibilidade me ensinou que a melhor interface é aquela que ninguém precisa enxergar para usar.
O que levamos para casa
- O 1º lugar, depois de muita troca, teste e ajuste dentro da equipe.
- Um estágio na Prefeitura, que foi o prêmio do desafio e virou minha primeira experiência como desenvolvedora front-end e UI/UX no setor público.
- Um propósito: lembrar que por trás de cada tela existe uma pessoa.
Por que esse dia importa até hoje
O Hackonquista abriu a porta para tudo o que veio depois. Foi ali que entendi o tamanho do impacto que um time unido, um problema real e um pouco de coragem podem ter. Se você está pensando em participar do seu primeiro hackathon: vá. Você pode sair de lá com muito mais do que um prêmio.



